Conhecendo o Vinho Parte III - Tipos de Uva - Vinhos Tintos


Principais Uvas para Vinhos Tintos


ALICANTE - Uva tinta espanhola de superior qualidade. Também conhecida como Monastrell, em outras regiões da Espanha. Produz bons vinhos, secos e equilibrados. No sul da França, essa mesma uva é conhecida como Mourvèdre, onde produz vinhos muito bons. Não é uma uva para vinhos de guarda. Vinhos de corpo médio, boa coloração rubi-violáceo, baixa permanência, mas com sabor marcante de frutas vermelhas (cereja, amora, framboesa). Harmoniza com carnes, sopas, chouriço e salame. Queijos amarelos e pães salgados. Países: Espanha (Região do Alicante, onde são produzidos bons vinhos)

ARAGONÊS - Excelente casta portuguesa tinta, assim designada no Alentejo. Na região do Douro chama-se Tinta Roriz e na Espanha é conhecida por vários nomes conforme a região: Tempranillo, na Ribera del Duero, Tinto Fino na Rioja, Cencibel em La Mancha, Tinto del Pais na Catalunia. Os varietais de Aragonês são vinhos com intensa coloração rubi-violáceo, que evolui com os anos para o rubi acastanhado; tem bom corpo, acidez equilibrada, aromas de frutas vermelhas com toques de caramelo, que evoluem para frutas secas e tabaco. Nenhum amargor, e final de boca muito agradável. Combina com carnes leves, cogumelos, sopas, sanduiches bem elaborados ganham novos aromas e sabores quando acompanhados de aragonês. Excelente com brie, camembert e mesmo fondue de queijo. Na cozinha portuguesa, bacalhau ao forno, com azeite, cebolas e batatas (adicionar tomates vermelhos inteiros).

BARBERA - Uva tinta de boa cepa, que produz ótimo vinho varietal, marcadamente no Piemonte, noroeste da Itália. O vinho é equilibrado, mas com certa acidez, que lhe caracteriza. Os vinhos italianos, por alguma razão que escapa aos mais entendidos, sempre vão melhor acompanhados de bons pratos, do que em "solo". A acidez do Barbera faz com que seja boa combinação com massas em molho de tomates frescos, queijos amarelos (gruyére itálico), carnes leves e aves. Um sanduíche de prosciutto di Parma, queijo itálico, e carpaccio de cogumelos ficará perfeito. Um vinho mais para o almoço, para Verão e Primavera.
Países: Itália (Piemonte), Estados Unidos (Califórnia) e Argentina.

BRUNELLO - excelente uva da Toscana (Itália), variedade nobre da Sangiovese, desenvolvida no condado de Montalcino e cercanias. Tornou-se famosa pelos fabulosos vinhos (DOC e DOCG) Brunello de Montalcino. É capaz de produzir vinhos de grande longevidade. Na verdade, os vinhos de uma safra só são liberados ao mercado depois de 5 anos. Os vinhos Brunello de Montalcino são de superior qualidade, sendo que podem chegar a ser excepcionais. Um "Brunello" sempre requer ocasião e respeito. Será um vinho encorpado, vermelho escuro com tons acastanhados, com ótimo equilíbrio entre álcool, acidez, e taninos suaves (macios). Não tem nenhum açúcar perceptível. Combina com pratos nobres, de temperos sutis. Carnes e aves, cuidadosamente preparados valorizarão e realçarão suas excelentes qualidades. Um "T-bone steak" com batatas assadas, e lascas de queijo gruyère, farão com um Brunello uma refeição inesquecível. Nunca tome Brunello com tomates e temperos apimentados. Nunca desperdice um Brunello com entradas ou saladas, ou num dia quente. Prefira tomá-lo à noite.

CABERNET FRANC - Embora possa atingir bons níveis de qualidade, não é ideal para vinhos varietais. Mesmo assim pode produzir vinhos de bom corpo, cor rubi intensa, mas sempre com acidez acentuada. A Cabernet Franc é utilizada no clássico "corte bordalês", junto a cabernet sauvignon, merlot e petit verdot. É ela a responsável pela estrutura, o esqueleto sustentador, dos grandes vinhos "grand cru" de Bordeaux (a Cabernet Sauvignon dá aroma, sabor e corpo, a Merlot dá suavidade, maciez e completa o sabor; a Petit Verdot dá um leve tempero). Países: França (Bordeuax, Loire), Argentina, Austrália, Estados Unidos (Califórnia) e Nova Zelândia

CABERNET SAUVIGNON - tem amadurecimento tardio e produz tintos secos de semi-incorpados a incorpados; tânico quando jovem, garante um melhor envelhecimento da bebida na garrafa e a passagem pelo barril de carvalho pode aparar suas arestas. Os Cabernet Sauvignon mais baratos e de menos de 4 anos, não devem ser considerados, pois são uma lástima. Os bons Cabernet Sauvignon requerem um tempo de guarda no produtor, a fim de afinar os taninos agressivos, e dar corpo ao vinho. Aí sim aparece o valor da variedade, sua estrutura, seu corpo, seus aromas de cassis e ameixas pretas, tabaco, tons de cacau, baunilha; No Chile tem uma característica mais mentolada. Enriquece quando misturada à merlot, cabernet franc, shiraz, petit verdot ou malbec. Produz os melhores tintos do Brasil e do Chile. Harmoniza com carnes ermelhas, goulash, strogonoff, souflés de queijo e batatas; carne seca, bem preparada, com purê de mandioca fazem uma combinação muito original com a Cabernet Sauvignon. Pode-se colocar leves toques de pimenta do reino, ou pimentões levemente ardidos, cozidos, mas nunca se usa pimentas fortes com nenhum vinho. Nunca. Países: França (Bordeaux), Estados Unidos (Califórnia), Chile, Argentina, Austrália, África do Sul, Itália e Brasil. 

CARMENÈRE - O vinho carmenère é saboroso e encorpado, um pouco mais tânico que a cabernet sauvignon, e menos ácido que a cabernet franc, com um nítido e delicado amargor secundário. Tem coloração rubi violácea acentuada. Suas boas caracteristicas só aparecem depois de alguns anos; sendo assim, vinhos carmenère de menos de 3 anos são completamente desequilibrados, com elevada acidez e taninos agressivos (adstringente). É uma uva com grande potencial para guarda de 10, 20 anos, ou até mais. Combina com carnes vermelhas, feijoada (é isso mesmo), e assados. Não deve ser utilizada para acompanhar pratos com molho de tomate, ou pratos leves e saladas. Uma boa pedida para o "fondue" bourgignone (carne).País: Chile

CATAWBA – Cuidado! Uva tinta nativa americana, na região leste e nordeste dos EUA. Uva resistente a filoxera (pulgão que mata a raiz), serviu de cavalo (base de enxerto) para todas as espécies europeias atacadas. Vinho popular (no sul do Brasil, vinho de colonia), tinto, branco ou rosé, conforme a prensa, muito frutado, e de baixa qualidade, como é o caso das Labrusca. Harmonização: esqueça.

CINSAULT (espagne, hermitage, malaga) - os varietais Cinsault são vinhos tintos sem muito carater, para serem bebidos logo, e sem muita atenção. Os mais famosos, assinalados acima, pricipalmente os Châteauneuf du Pape, podem ser vinhos espetaculares, de cor rubi intensa, fechada, bom corpo; aromas de frutas maduras, e quando passados por barricas, tons de tostado e tabaco; paladar superior, equilibrado entre álcool açúcar e acidez, com taninos robustos mas não agressivos. Os Côtes du Rhône Villages também entram nessa descrição. Ccom as características que foram assinaladas, vê-se que acompanham bem carnes e risotos, pratos com funghi e champignons, queijos e fondues. Poderão acompanhar também pratos de feijão vermelho com linguiça, ou mesmo um tutu a mineira, arroz carreteiro e couve refogada (com leve toque de alho). Países: França, Espanha, África do Sul e Líbano

CORTE BORDALÊS - é a combinação de uvas viniferas (assemblage) que entra em todos os vinhos de Bordeaux, França. Diferentes produtores usam diferentes proporções, mas a base é sempre a mesma. Cabernet Franc é utilizada junto a cabernet sauvignon, merlot e petit verdot. É ela a responsável pela estrutura, o esqueleto sustentador, dos grandes vinhos "grand cru" de Bordeaux; a Cabernet Sauvignon dá aroma, sabor e corpo; a Merlot dá a suavidade, a maciez, e completa o sabor; a Petit Verdot dá um leve tempero. São todos os vinhos DOC Bordeaux, bem como os de comunas e "châteaux" específicos. Fora da França, apenas a Califórnia tem produzido coisas interessantes; mas hoje o Chile está começando a se aventurar neste peculiar território.

GAMAY - É a uva usada na produção do Beaujolais, um vinho mais leve, produzido nesta região da Borgonha, para ser bebido bem jovem. Os rótulos mais conhecidos são de Beaujolais Noveau, que são lançados todo mês novembro. Trata-se de um vinho leve, saboroso, com uma coloração rubi brilhante e viva; tem aromas agradáveis de frutas frescas, pera e maça. Na boca tem corpo leve e acidez equilibrada, e sabor de ameixas frescas. É um vinho para o almoço, para a luz do dia, para 11hs da manhã. Uma delícia. O Beaujolais Villages tem todas essas características mais acentuadas e mais equilibradas, pode ser um vinho surpreendente. O Beaujolais Nouveau é um vinho de festa, para celebrar -- de dia -- a vinificação da Gamay; não é um vinho para análise, e sim diversão; traz as frutas frescas, ainda um pouco verdes, com um pouco de cica, como caqui ou banana quase maduros, mas não desagradável. País: França (Borgonha)

LAMBRUSCO - Produz o vinho frisante de mesmo nome. Na maioria dos casos, o Lambrusco é amabile (meio-doce) ou doce, embora sejam produzidos Lambruscos abbocato (meio-seco) e seco, que são na verdade os melhores. É um vinho tinto leve, que deve ser tomado gelado (8-10 C), saboroso e ligeiro, sem grande expressão. Em geral pouco alcoólico, em torno de 10-11%. O abbocato é talvez o mais agradável, sendo o seco muito adstringente. Apesar de tinto, sua harmonização é com saladas (palmito, endivias, cogumelos), maionaise, peixes frios e queijos (cabra e amarelos). Uma combinação interessante é o amabile ou abbocato com gorgonzola, passas e torradas. Outra opção é com crêpes ou sanduiches, acompanhando saladas verdes. País: Itália

MALBEC - originária de Bordeaux, onde é muito tânica, e usada somente misturada a outras cepas, esta uva se tornou emblemática na Argentina, onde é responsável pelos melhores vinhos tintos produzidos no país Sabor maduro de frutas secas e especiarias; no paladar nota-se um leve adocicado, devido principalmente aos taninos redondos e elevada alcoolicidade que alcança. Capaz de produzir vinhos de guarda; sendo que em menos de 3 anos apresenta vinhos desequilibrados, onde álcool, acidez e taninos guerreiam contra o consumidor. Harmoniza-se com carnes vermelhas, churrasco, feijoada, e queijos fortes, pois tem taninos e antocianos (pigmentos da uva) fortes, mas não agressivos -- quando bem elaborados e envelhecidos 2 ou 3 anos, podendo ser até bem mais. Não combinará com defumados, nem com gorgonzola, nem com massas com tomates. Muito menos com saladas. Países: França, Argentina e Chile

MERLOT - Similar à cabernet sauvignon, entretanto mais suave, tem sabor mais macio, menos tanino e aromas mais frutados. Os bons varietais mortais, tem características semelhantes á Malbec, entretanto considera-se a Merlot via-de-regra superior; no paladar, preenche a boca e mostra frutas maduras, e se teve envelhecimento, um nítido tabaco, notas de baunilha e especiarias, e um toque de couro, com tato macio e final de boca longo e persistente. Devido ao seu corpo pleno e taninos robustos e equilibrados, será sempre boa companhia para carnes, caças e aves mais consistentes (frango não!). Com seu toque macio dos açucares remanescentes, e o bom equilíbrio entre acidez e álcool, e taninos e antocianos presentes, é bom acompanhamento também para pratos de carne de porco, pernil, lombinho grelhado, com batatas, ou num toque mais brasileiro, aipim (mandioca) frita, ervilhas. Não esquecer dos queijos amarelos. Países: França (Bordeaux), Norte da Itália, Estados Unidos, Chile, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Brasil.

NEBBIOLO - excelente uva tinta, original do Piemonte (Itália), mãe dos Barolos e dos Barbarescos. É uma uva nobre, e não é combinada com outras para elaboração de grandes vinhos. Apesar dos vinhos Barolo e Barbaresco terem nomes próprios, seguindo a tradição europeia DOC, são produzidos exclusivamente com Nebbiolo. Existem hoje, entretanto, produtores que oferecem varietais da Nebbiolo, (Langhe) oriundos de vinhedos não certificados para as DOC mais nobres. Os Barolos e Barbarescos são vinhos longevos, postos no mercado com 4 anos após a safra, e não serão bebidos por mais dois anos. Aí sim terão uma bela cor granada, ainda escura, e com bouquet complexo; no paladar trarão harmonicamente equilibrados álcool, acidez, e taninos finos. Tem preços um pouco elevados, mas que se transformam em momentos de real prazer. Tratando-se de vinhos maduros e encorpados, pedirão sempre assados (coelho, javali, vitela) com molhos expressivos (rôti, funghi), uma longa noite, e boa companhia. Não se deve desperdiçar Barolos e Barbarescos com massas simples e molhos de tomate. Uma boa picanha, com cebolas assadas e souflé de batatas e queijo, levarão os comensais a momentos especiais.

PERIQUITA (castelão português, castelão francês) - plantada no sul de Portugal, dá vinhos de boa estrutura, que envelhecem bem; é também a marca do popular tinto lusitano mais exportado para o Brasil. Trata-se de vinho simples e honesto, saboroso, jovem e de médio corpo, de cor rubi vivo. Aromas de frutas vermelhas (cereja em destaque), e toques de canela e baunilha; na boca é leve e agradável, deixando sabores iguais ao dos aromas. Sendo um vinho leve vai muito bem com aves e assados de carne suína (pernil e lombinho). Tortas salgadas, de queijo, frango com catupiry, bacalhau ou palmito vão bem com Periquita. Uma de prato brasileiro simples, o escondidinho de carne seca e mandioca, é uma ótima combinação (muito melhor com vinho que cerveja).

PETITE SIRAH - uva tinta típica da Califórnia, USA, apresentando-se em varietais ou com corte de Merlot ou Cabernet. Os americanos apreciam bastante a Petite Sirah, e consideram-na, junto com a Zinfandel, suas uvas "nacionais". Em geral os vinhos Petite Sirah tem um nível elevado de álcool (>13%), aromas de frutas vermelhas intenso, e bom corpo, com leve amargor no final de boca. Os mais amadurecidos perdem esse amargor e ganham complexidade. Os mais jovens apresentam uma certa adstringência, que ás vezes é excessiva e desequilibra o vinho. Vai bem com carnes vermelhas, e um bom "steak" (T-bone) com batatas assadas, ervilhas e molho gravy ficará excelente. Costeletas de porco e outros pratos um pouco gordurosos ficam bem resolvidos com a acidez e taninos da Petite Sirah.

PINOT NOIR (PINOT NERO) - Uva típica da Borgonha, produz os vinhos mais admirados pelos enólogos e enófilos do mundo. Os exemplos mais clássicos são os renomados (e caros) vinhos de Romanée-Conti, Volnay, Clos de Vougeat e outros tantos da Borgonha. Sua qualidade está ligada diretamente ao terroir onde está plantada. É uma uva de difícil de cultivar e vinificar e pode gerar tanto tintos inexpressivos como muito complexos. A Pinot Noir fora de seus terroirs originais não tem desempenho que chegue aos pés das origens. São vinhos de coloração clara para média com relativo baixo tanino e acidez. Menos feliz em outras regiões do mundo, tem apresentado algum sucesso no Chile com preços bem mais acessíveis. A pinot noir também faz parte da receita que compõem os vinhos da Champagne. Devido á sua potencia pode acompanhar (ou ser acompanhado por) carnes vermelhas bem preparadas, queijos e fondue (de queijo ou bourguignone, claro). Devido ao seu corpo médio e sua acidez equilibrada com taninos redondos, não irá bem com feijoada ou churrasco (há outras boas opções para isso), mas aceitará bem uma carne seca com queijo de coalho. Aves, caça, vitela e porco -- mesmo um bom javali -- são perfeitos com Pinot Noir. Conferir o filme "Festa de Babette". Países: França (Borgonha, Champagne), Chile, Itália, África do Sul.

PINOTAGE - uva criada do cruzamento entre a pinot noir e a cinsaut realizada. Trata-se de uma uva que produz vinhos potentes, com cor vermelha escura, e bastante alcoólicos (14o) e tânicos; aromas de frutas secas, especiarias e toques de menta/ hortelã; no paladar aparecem nitidamente as especiarias, marcada adstringência e pimenta do reino. São bons vinhos, com corpo médio, e estrutura firme; mas não são grandes vinhos. Devido á sua potência vai bem com carnes em churrasco, batatas assadas, porco no rolete, e outras comidas fortes. Pode ser um bom acompanhamento para um virado a paulista ou um tutu a mineira, com couve, ovo e linguiça. País: África do Sul

SYRAH/SHIRAZ - uva tinta de superior qualidade, do Rhone, na França, que resulta vinhos de coloração intensa, bem encorpados e aromáticos e na boca evocam frutas vermelhas (amoras). Fora da França produz bons vinhos varietais, que podem chegar a ótimos; muitas vezes pecam pelo excesso de acidez e presença taninos potentes, por vezes difíceis de controlar; são frequentemente combinadas com cabernet. No paladar sabor marcante de ameixas frescas e cerejas, com pouca acidez, e bom equilíbrio; macio, e deixando uma boa permanência de paladar, com aromas secundários agradáveis. Em resumo, uma excelente uva tinta. São sempre vinhos saborosos e estruturados; acompanham bem pratos de carnes e aves, e queijos amarelos. Pode ser também uma boa opção para acompanhar fondues e soufflés. Uma outra combinação muito boa é com crêpes salgadas.. Países: França (Rhône), Austrália, África do Sul e Argentina

TANNAT (MANDIRAN) - superior uva tinta, originalmente procedente de Bordeaux (França), similar a Merlot, mas com maior concentração de taninos e antocianos (cor). Os vinhos de uva Tannat são sempre de bom corpo e muito cor, tendo entretanto taninos macios. Hoje pouco -- ou nada -- utilizada na origem, é muito cultivada na América Latina (Chile, Argentina, Uruguai e Brasil). O paladar inconfundível lembra um pouco a Merlot, mas com mais acidez (suave) e menos açucares, dando a nítida sensação de adstringência dos supertaninos presentes em profusão. Harmoniza com costela no bafo, ou um simples frango assado, com polenta e agrião. Pato assado com purê de batatas e cubos de queijo amarelo (gruyére ou provolone), couve fresca refogada. Presunto cru ou cozido, e pizza margherita ou calabresa. (Embora o Tannat seja digestivo, uma sugestão de cada vez). 

TEMPRANILLO (TINTO FINO, CENCIBEL, TINTA RORIZ ARAGONÊS) - considerada a melhor uva tinta espanhola; com ela são elaborados os ótimos vinhos da Rioja e da Ribeira Del Duero (ambas no norte da Espanha). Em Portugal é conhecida como Tinta Roriz no Douro, e Aragonês no Alentejo. Usualmente misturada à garnacha e mazuelo. Dá um vinho colorido, com baixa acidez, pouco tânico e que envelhece bem no carvalho que lhe confere aromas de tabaco. Países: Espanha, Portugal e Argentina

ZINFANDEL (PRIMITIVO) - casta de uva tinta, amplamente cultivada na Califórnia (USA) desde séc. XIX; mas hoje está comprovado ser a mesma que a Primitivo italiana. Produz tintos secos com muito colorido e frutado, com notas de pimenta e sabor que lembra groselha preta. O tinto tem expressivos taninos, cor rubi avermelhado, de médio envelhecimento. Em geral macio e redondo, nunca mostra amargor. Boa persistência. Devido ao seu corpo pleno e taninos robustos, é boa companhia para carnes, caças e aves. Para os americanos, é imbatível com um T-bone steak, e batatas assadas (baked potato) e ervilhas. Com seu toque aveludado de açucares remanescentes, equilibrados com acidez e álcool, e taninos presentes, é bom acompanhamento para pratos de filet mignon, ou carne de porco, lombinho grelhado, pernil; num toque mais brasileiro, arroz carreteiro, aipim (mandioca) frita e couve. Não esquecer dos queijos amarelos. Países: Estados Unidos (Califórnia), Itália

Outras uvas para vinhos tintos

AGIORGITIKO (um pouco condimentada e com uma percepção de cereja), AGLIANICO ( grande concentração de taninos e acidez, própria para envelhecimento), BAGA ( produz vinhos bastante adstringentes. Mas bons produtores, como Luis Pato, vinificam exemplares refinados e ricos de aroma e sabor), BONARDA (produz vinhos leves, frutados, melhor quando bebidos jovens), CARIGNAN (cariñena, mazuelo - normalmente é misturada com a grenache e a cinsault, e resulta em vinhos mais comuns, de mesa, de cor escura e forte teor de álcool), CORVINA (traz sabores concentrados e aromas de cereja ao tintos de Valpolicella, com destaque para os Amarone e Recioto), DOLCETTO (apesar do nome não é doce. Vinificadas resultam em rótulos suaves do Piemonte, próprio para o dia-a-dia, com alta acidez e que devem ser bebidos ainda jovens), GRACIOANO (de sabor delicado e ligeiramente condimentado é usada cortes da Rioja), GRENACHE (Garnacha - equilibrada com presença de taninos firmes. É presença fundamental do renomado Châteauneuf-du-Pape e na maioria dos vinhos do Rhône), MONASTRELL (Mourvèdre, na França - produz jovens e saborosos vinhos de bom corpo, equilibrados, com taninos suaves), NEGRARA (não é varietal. Produz o Amarone della Valpolicella, que é comparável aos Barolo e Barbaresco - ver Nebiollo), NERO D'AVOLA (expressivo tanino, e acidez equilibrada, permitindo elegante envelhecimento, e acompanhamento de pratos de substancia), PETIT VERDOT (dá sabor, cor e taninos ao corte bordalês) PRIMITIVO (ver Zifandel -  vinho mais conhecido (DOC) é o Primitivo de Manduria – Itália), RONDINELLA (utilizada no corte dos tintos italianos Amarone, Valpolicella e Bardolino), SANGIOVESE (trata-se da variedade mais plantada na Itália, é a base dos grandes vinhos da Toscana - Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobilo de Montpulciano. É uma cepa de amadurecimento tardio, bem ácida, tânica e frutada), TERODEGO (resulta em tintos com bastante estrutura e sabor de groselha preta), TINTO CÃO - uva de alta qualidade das regiões portuguesas do Dão e do Douro é reconhecido pelo seu caráter apimentado. No Douro é muito usada na composição do vinho do Porto), TOURIGA FRANCESA - mais leve que a touriga nacional, também é parte da receita do vinho do Porto. Denso, estruturado e com boa acidez presente, preenche o paladar e deixa um final longo), TOURIGA NACIONAL (uva autóctone superior, presente em vinhos portugueses; encorpado, de cor forte, sabor intenso e muito tânico é típico da região do Douro), TRINCADEIRA (outra cepa original portuguesa, com toques apimentados e condimentados).

Conhecendo o Vinho Parte II - Tipos de Uva - Vinhos Brancos


Tipos de Uvas



Embora o terroir seja uma forte influência no sabor do vinho, cada uva guarda suas características específicas. Após entender os diferentes tipos de vinhos e encontrar o que melhor lhe agrada, é interessante ler sobre os tipos de uvas para identificar as varietais que provavelmente não vão te fazer levar para casa um vinho que não atendem ao seu paladar.

Sugiro, inclusive, quando for a alguma loja procurar um vinho para um jantar, levar essa lista (impressa ou no celular) e a lista de harmonização para consulta, o que diminuirá consideravelmente as chances de erro.
Marquei com um asterisco os vinhos que normalmente mais agradam o paladar dos meros apreciadores, sem vocação para enófilos.


Principais Uvas para Vinhos Brancos



ALIGOTÉ - apresenta-se como varietal, no Bourgogne Aligoté, um vinho branco honesto, mas que não compete com os grandes borgonhas brancos, que são feitos com a Chardonnay. Produz vinho branco seco, cor palha com tons citrino, e bons aromas de frutas frescas claras (maçã, pera, toque de manga); no paladar sente-se uma boa acidez, pouco açúcar, e um frescor natural. Não tem longa permanência, mas é um vinho agradável. Como todo branco de médio corpo, acompanha bem frios leves, saladas e peixes. Vai muito bem com queijos amarelos, e mousse de salmão ou de camembert País: Borgonha (França)

CHARDONNAY - Uva branca fácil de cultivar e vinificar. Está espalhada em todo o mundo. É usada na produção de clássicos de alta qualidade e reputação na Borgonha, como Chablis, Montrachet e Poully-Fussé, além de ser um importante ingrediente do campanhe. Responsável por grandes vinhos brancos, com equilibrado sabor frutado, entre o seco e o meio-doce, com boa capacidade de envelhecimento. Os chardonnay usuais (não os espetaculares mencionados) são vinhos frutados, com moderada acidez e corpo leve. Tem uma coloração palha citrino, brilhante. Os aromas são de frutas tropicais (toques de abacaxi, ligeiro maracujá) e uma leve menta. Acompanha peixes leves, carne branca, pratos simples e saladas. Ou mesmo acompanhando frutas e queijos num final de tarde de outono. Países: França (Borgonha), Estados Unidos (Califórnia), Austrália, Nova Zelândia, Chile, África do Sul, Argentina, Brasil

CHARDONNAY DE CHAMPAGNE - Na Champagne, é junto com a Pinot Noir a casta do champagne, que é um vinho espumante com acidez marcante, e conteúdo elevado de gás carbônico dissolvido no líquido, o que muda totalmente as características organolépticas. Um bom champagne é sempre leve, saboroso, com uma boa permanência, acentuada pelo gás; e um final de boca que já chama outra taça. A melhor harmonização da champagne, pode ser acompanhada por canapés finos (salmão, caviar, atum fresco); ou comida japonesa, sushi, sashimi, tempura; peixes nobres, badejo, congro, linguado; cogumelos e aspargos. Queijos especiais como brie e camenbert irão bem com champagne, mas chèvre (cabra) ainda é o melhor. Região de Produção é a Champagne, onde devido ao solo altamente calcário, apresenta elevada acidez, que permite produzir o champagne espumante e duradouro. No Novo Mundo, muitos países tentam reproduzir o vinho champagne, inclusive usando o corte com Pinot Noir; hoje os melhores "champagne" fora da Champagne são reconhecidos como sendo os produzidos no Brasil e no norte da Itália (Franciacorta).

CHENIN BLANC (steen) - casta de uva branca de superior qualidade, original do vale do Loire (norte da França), já próximo do Atlântico, responsável pelo famoso Vouvray. Como todas as uvas brancas, é particularmente sensível ao terroir, de modo que fora da França não é tão famosa, mas dá vinhos muito bons. No Brasil tem tido algum sucesso. Na Austrália é conhecida como blanquette. Os vinhos Vouvray são a expressão máxima da Chenin blanc, e de modo similar ao que ocorre com a Chardonnay na Borgonha, são vinhos com corpo, estrutura, sabor e bouquet. Apresentam perfeito equilíbrio entre acidez e doçura (sensação) devido a correta evolução do álcool. São vinhos brancos que podem durar 10, 15, 20 anos. A harmonização é a mesma que os Chardonnay, talvez aceitando um pouco melhor queijos amarelos, sendo uma boa pedida para fondues de queijo (aliás fondue de queijo é com vinho branco de bom corpo, ou mesmo tinto leve, nunca cabernet ou carmenère).  Países: França (Loire), EUA, África do Sul (conhecida como steen), Austrália e Nova Zelândia. 

GEWÜRZTRAMINER - "gewürz" é uma palavra alemã que significa aromático, temperado; sendo "würz", tempero, especiarias. Trata-se de um vinho muito aromático, com coloração palha dourado, muito límpido. Produz um vinho branco frutado, muito aromático, com sabor complexo, com as especiarias no aroma e no paladar, bem como frutas secas, damascos tâmaras e figos. Baixa acidez e bom açúcar residual. Tem uma longa permanência e um sabor inesquecível. A comida regional da Alemanha e da Alsácia são seu acompanhamento natural. Em particular, um kassler (carré de porco) com repolho roxo maturado, batatas cozidas amanteigadas e pure de maças, resulta uma combinação muito especial. Queijos brie e camembert, com geleias de pimenta e torradas são outra tentação que vale a pena provar.  Países: França (Alsácia), Alemanha, Itália, Chile, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia.

INZOLLIA - vinhos brancos poderosos, como são os sicilianos. Cor palha intensa, com aromas frutados e herbáceos. Tem paladar intenso, com toque mineral do terroir vulcanico da Sicilia. Boa acidez, corpo médio, e álcool expressivo. Harmoniza com saladas e frutos do mar. Mexilhões a provençal vão muito bem com Inzollia. País: Itália (Sicília)

MACABEO - uva branca espanhola utilizada na produção de cavas (nobre espumante DOC da Catalunia e outras regiões). Não é utilizada em varietais. A cava tem sabores e uma coloração palha intensa, as de elaboração mais longa puxando para o dourado ou topázio; borbulhas intensas e finas, com perfeito "perlage" (as pérolas que se formam na superfície do vinho na taça, devido ás pequenas bolhas que vão se desprendendo do líquido) os aromas denotam um frescor, que sinaliza uma certa acidez, e notas florais e frutas tropicais (carambola e caju); na boca, o gás carbônico dissolvido explode para um paladar intenso de ameixas, passas brancas, tâmaras e damascos. A cava harmoniza-se muito bem com ocasiões especiais e festas nobres. São ótimas com entradas finas, canapés de salmão, caviar, trufas e queijos especiais, como camembert, brie, saint-paulin e, enfim, roquefort. Comida japonesa, sushi, sashimi, tempura, camarão, lagosta; peixes grelhados, truta, linguado, badejo, congro. E sobremesas não muito doces como apfel-strudel (torta folheada alemã de maça), ou torta de damascos e ameixas pretas. Enfim, bebe-se cava como champagne, do começo ao fim. País: Espanha (Penedès e Rioja)

MALVASIA - devido a seu elevado teor de açúcar, a Malvasia pode produzir vinhos secos ou amabile; de qualquer modo, são sempre vinhos com bom corpo, aromas frutados, e sabor pleno aromático, reproduzindo as frutas dos aromas. No caso de vinhos naturais, vai bem com entradas e peixes claros, com molhos de ervas ou aspargos; champignons frescos e queijos amarelos ou cabra, serão sempre um bom acompanhamento. No caso de fortificados, os mais doces como fim de refeição, como Porto ou Madeira; e os secos como aperitivo, acompanhado de uma anchova (aliche) no azeite, e torradas.Países: Portugal, Itália e Espanha.

MARSANNE - uva branca da região de Côtes du Rhône, Leste da França. Normalmente entra nos Côtes du Rhône brancos junto com a Roussane, a grenache blanc e a Ugni blanc. Pode também entrar no Mâcon blanc, junto com a Pinot gris ou blanc. Tem boa acidez e aromas de frutas frescas, favos de mel, e damascos; é pouco comum em vinhos varietais. Os CdR brancos são vinhos de corpo médio, boa estrutura, e sabor distinto. Tem coloração palha intenso, podendo chegar ao dourado; aromas de frutas frescas, damascos e toques de mel; na boca demonstra frescor e equilíbrio do açúcar residual com a acidez suave. Podem ser vinhos de guarda, chegando bem a 10 anos, ou mais. Peixes de corpo e sabor, como badejo e congro, com molhos de ervas, espinafre, e batata baroa (mandioquinha). Talvez um camarão na moranga, com uma leve pimenta de cheiro. Queijo de cabra (de dia) e fondue (de noite). Saladas com chester ou peru defumado e torradas (croutons).

MUSCADELLE - típica variedade de Bordeaux, na França, usada principalmente para vinhos doces produzidos em Barsac e Sauternes. Como é muito aromático, é usado em pequenas quantidades quando misturados a vinhos doces baseados das uvas sémillon e sauvignon blanc. País: França

MOSCATO E MOSCATEL - uva branca com elevado teor de açúcar, original da Alemanha e da Itália. É a mãe de muitos vinhos Mosel (Alemanha), e do espumante Asti italiano, produzido no Piemonte. A moscatel é muito apreciada como uva de mesa, e não chega a produzir grandes vinhos. Usada para vinhos secos na Alsásia e para espumantes do tipo Asti Espumante e Moscato Bianco. O mais famoso é o Moscato d´Asti. Produz espumantes doce e meio-doce, onde a acidez mistura-se com o elevado teor de açúcar, resultando num vinho de cor palha claro, sem maiores predicados. Harmoniza com bolos e doces. Países: França (Alasácia), Portugal, Espanha e Itália

MUSCAT  - a uva muscat é a versão francesa da moscatel, ou moscato (na Itália). É mais utilizada e difundida no Sul e sudeste da França, e também na Alsácia, onde as uvas brancas são maioria. Suas características são as mesmas da moscatel, sendo em geral um vinho frutado, baixo teor alcoólico e com expressivo teor de açúcar, agrada aos que não gostam de vinho seco. Podem entretanto ser bons vinhos, mas não excelentes, devido á pouca complexidade que apresentam. Harmoniza com queijos, saladas, entradas, canapés, festas (principalmente os espumantes)

PINOT BLANC (pinot bianco)- esta uva dá vinhos leves, secos, frutados, para beber jovem, principalmente aqueles produzidos na Itália. Original da Borgonha, na França sua base é a Alsácia. Países: França (Alsácia), Itália, Áustria e EUA

PINOT GRIS (tokay d'Alsace, pinot grigio) - da família pinot noir, resulta em vinhos brancos leves, jovens e secos na Itália e mais ricos e perfumados, na região francesa da Alsácia.
Países: França (Alsácia), Itália, Alemanha, Hungria e Nova Zelândia

PROSECCO - encontrada na região de Vêneto, na Itália, é responsável pela produção de espumantes frescos, frutados, com pouca acidez e paladar. Não se trata, portanto, de uma região, como muita gente pensa, mas de uma uva, usada por este espumante que se difundiu por todo o mundo. Países: Itália, Brasil

RIESLING - Junto com a Chardonnay é considerada a melhor uva branca do mundo. Produz vinhos com acidez elevada e teor alcoólico baixo (8ºC). Os melhores riesling são encontrados na Alemanha e produz vinhos de grande qualidade que é metido pelo seu teor de açúcar. Aromas delicados e florais. Países: Alemanha, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, França (Alsácia) e EUA.

SAUVIGNON BLANC - Tem acidez aguda, fresco, aspectos minerais e bastante frutados no Novo Mundo. Mantém a limpidez pois raramente fica impregnada de carvalho. Na França, alcança melhores resultados em rótulos da região do Loire. É misturada com Sémillon em Bordeaux. Também é parte da composição dos vinhos doces de Sauternes e Barsac. Na Nova Zelândia, encontrou o solo ideal para produção de vinhos que colocaram o país no mapa do mundo do vinho. Países: França (Loire, Bordeaux), Nova Zelândia, Chile, Áustria e África do Sul.

TORRONTÉS - Variedade branca típica da Argentina, tida como uma descendente da Malvasia italiana. Possui marcantes aromas florais, presentes na própria uva, caracterizando-a como uma variedade também aromática, ao lado da Moscatel, da Malvasia e da Gewurztraminer. Os vinhos de Torrontés são levemente ácidos, aromáticos e refrescantes; mas ao passar por 1-2 meses em barrica, e fermentaçao malo-lática, tornam-se macios, florais, e muito saborosos. Visual muito límpido, de palha muito claro, denotando taninos suaves; aromas florais e um pouco de frutas frescas, lembrando passas brancas e carambolas. Na boca espalha-se bem devido a atingir com facilidade álcool elevado; saboroso e aromático, reproduz no paladar o leque de aromas; baixa acidez, quando descansado em barrica. Um ótimo vinho. Combina especialmente com pratos da cozinha exótica do sul da França (cozinha provençal), lulas fritas, camarões na moranga, arroz com ervas, queijos leves, de cabra e meia-cura. Peixes encorpados, como congro e badejo, ou salmão, com molhos de vinho, manteiga e champignons. Leve e refrescante.

VIOGNIER - uva que produz vinhos brancos secos e com toques florais, bastante perfumado. De origem francesa, vem sendo redescoberta nos últimos anos. Produz vinhos muito ricos e refrescantes, para serem bebidos jovens. Países: França, Austrália, África do Sul e Argentina

Outras uvas para vinhos brancos: 

ALVARINHO (ou Albariño, na Espanha. É uma uva que confere boa acidez, aroma e certa efervescência ao vinho), ARNEIS (encorpada e seca), ASSYRTICO  (uva grega de brancos com boa acidez), BUAL (usada na Ilha da Madeira para vinhos fortificados), CLAIRETTE (ou clairette blanc), CORTESE (refrescante e com toques minerais), DURIF (ou Petit Syrah), FIANO  (brancos ligeiros e frescos), 
FURMINT ( fazem os renomados grandes vinhos doces Tokay, da Hungria. Sua fina casca facilita a ação do fungo Botrytis cinerea, que aumenta o teor de açúcar à uva), GARGANEGA (principal uva do vinho tipo Soave), PALOMINO (principal uva do vinho fortificado xerez, do Sul da Espanha), PEDRO XIMÉNEZ – (variedade do sul da Espanha utilizada nos vinhos fortificados xerez, como o Olorosso), ROUSSANE (traz elegância aos brancos do Rhone), SÉMILLON (varia sua característica de acordo com a região que é cultivada: aromas cítricos e adocicado em Bordeaux e amanteigado e com grande potencial de envelhecimento na Austrália), SERCIAL (usada para elaboração de Madeiras mais secos e leves), TOCAI (friulano, produz vinhos encorpados e elegantes. Não há qualquer relação com os renomados vinhos húngaros doces Tokay), TREBBIANO (produz vinhos brancos mais comuns e sem personalidade na Itália), VEREDELHO (para um estilo meio-seco), VERDICCHIO (para vinho bastante seco e cítrico), VERMENTINO (para brancos secos e florais), VIOSINHO (usada no Porto branco e nos secos brancos do Douro), XAREL-LO (outra variedade usada para elaboração das cavas, responsável em por mais fruta à bebida).

Conhecendo o Vinho Parte I - Conceito e Classificação do Vinho


Essa série sobre vinhos, dividida em 10 partes, é uma compilação de artigos, estudos e pesquisas retirados de páginas especializadas em vinho. As principais fontes são:
  • http://www.academiadovinho.com.br 
  • http://www.adegadovinho.com.br
  • http://veja.abril.com.br/comer-e-beber/uvas-vinhos.shtml
  • http://armazemdebaco.com.br
  • http://wikipedia.com.br
  • http://www.carloscabral.com.br/alguns-cuidados-sobre-o-termo-vinho-reservado/
  • O Livro Preto do Vinho – Elizabeth Poyet
  • Revista Menu. N°163. Ano 14. Jun. 2012
Para ler as demais partes desse guia, siga os links ao final de cada postagem.


O Vinho - Conceito

O vinho (do grego antigo οἶνος, transl. oínos, através do latim vīnum, que tanto podem significar "vinho" como "videira") é, genericamente, uma bebida alcoólica produzida por fermentação do sumo de uva. Na União Europeia o vinho é legalmente definido como o produto obtido exclusivamente por fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas ou de mostos; no Brasil é considerado vinho a bebida obtida pela fermentação alcoólica de mosto de uva sã, fresca e madura, sendo proibida a aplicação do termo a produtos obtidos a partir de outras matérias-primas.
 Apesar de existirem outros frutos como a maçã ou algumas bagas que também podem ser fermentados, os "vinhos" resultantes são geralmente designados em função do fruto a partir do qual são obtidos (por exemplo vinho-de-maçã) e são genericamente conhecidos como vinhos de frutas. 

Classificação dos vinhos


Existem cinco tipos distintos de vinhos: os vinhos tintos, os brancos, os rosés, os espumantes, e os vinhos fortificados. Em Portugal existe um tipo de vinho específico, o vinho verde, que pode ser tinto ou branco, mas devido à sua acentuada acidez pode ser considerado como uma categoria à parte. Os vinhos tintos podem ser obtidos através das uvas tintas ou das tintureiras (aquelas em que a polpa também possui pigmentos). Os vinhos brancos podem ser obtidos através de uvas brancas ou de uvas tintas desde que as cascas dessas uvas não entrem em contato com o mosto e que essas não sejam tintureiras. Já os vinhos rosés podem ser feitos de duas maneiras: misturando-se o vinho tinto com o branco ou diminuindo o tempo de maceração (contato do mosto com as cascas) durante a vinificação do vinho tinto.
O espumante é um vinho que passa por uma segunda fermentação alcoólica, que pode ser na garrafa, chamado de método tradicional ou champenoise, ou em autoclaves (tanques isobarométricos) chamados charmat. Ambas as formas de vinificação fazem a fermentação em recipiente fechado, incorporando assim dióxido de carbono (CO2) ao liquido e dando origem às borbulhas ou pérlage. É um espumante feito essencialmente com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, mundialmente conhecida.
O champanhe ou champanha (em francês champagne) é um vinho branco espumante, produzido exclusivamente na região de Champagne, nordeste da França, através da fermentação da uva (uma espécie ou várias). O champanhe é produzido na região administrativa de Champagne-Ardenne, cuja capital é Epernay. Foi próximo a Epernay, no povoado de Hautvillers, que os monges Dom Pérignon e Dom Ruinart se esforçaram muito para domar os vinhos que fermentavam novamente nas garrafas, fazendo-as explodir. Esta antiga província histórica produz igualmente os vinhos chamados "tranquilos" (não-espumantes) que levam denominações diferentes como tintos, brancos ou rosados e são produzidos nas cidades de Bouzy, Virtudes, Damery. No entanto, a região de Champagne produz, em grande maioria, vinhos espumantes (brancos ou rosados) chamados simplesmente de champanhe, sem mais especificações. Eles são produzidos obrigatoriamente à base apenas das uvas chardonnay , pinot noir e pinot meunier.
Os vinhos fortificados são aqueles cuja fermentação alcoólica é interrompida pela adição de aguardente (~70% vol). De acordo com o momento da interrupção, e da uva que está sendo utilizada, ficará mais ou menos doce. O grau alcoólico final dos vinhos fortificados fica entre 19-22% vol. 
Cada país e cada região produtora possui uma classificação própria, como a classificação italiana em DOCG, a francesa em AOC e a da União Europeia em Denominação de Origem Protegida.
No Brasil os vinhos são assim classificados:


Quanto à classe

  • De mesa: graduação alcoólica de 10° a 13° G.L. Possuem as seguintes subdivisões: 
  1. Finos ou Nobres: Vinhos produzidos somente de uvas viníferas;
  2. Especiais: Vinhos mistos, produzidos de variedades viníferas e uvas híbridas ou americanas;
  3. Comuns: Vinhos produzidos predominantemente com variedades híbridas ou americanas;
  4. Frisantes ou Gaseificados: Vinhos com gaseificação mínima de meia atmosfera e máxima de duas atmosferas.
  • Leve: graduação alcoólica de 7° a 9,9° G.L., elaborado sempre com uvas viníferas;
  • Espumante: resultante unicamente de uma segunda fermentação alcoólica, possui alto nível de dióxido de carbono, resultando em borbulhas (graduação alcoólica de 10° a 13° G.L.);
  • Licoroso: graduação alcoólica de 14° a 18° G.L. Adicionado ou não de álcool potável, caramelo, concentrado de mosto e sacarose;
  • Composto ou fortificado: graduação alcoólica de 15° a 18° G.L., obtida pela adição ao vinho de plantas amargas ou aromáticas, substâncias de origem mineral ou animal.

Quanto à cor

  • Tinto: produzido a partir de variedades de uvas tintas, com longo contato com a casca da fruta. A diferença de tonalidade depende de tipo de fruto, do tempo e do método de envelhecimento;
  • Branco: produzido em sua maioria, a partir de uvas brancas. Quando produto de uvas tintas, a fermentação é feita com a ausência das cascas;
  • Rosado, rosé ou clarete: com aparência intermediaria pode ser produzido de duas formas:
  1. De uvas tintas: com breve contato com as cascas que dão a pigmentação ao vinho, que após são separadas;
  2. Por corte: obtém-se pela mistura, de um vinho branco com um vinho tinto.

Quanto ao teor de açúcar

  • Brut-nature: é aquele sem adição de açúcar, com pouco açúcar ou zero;
  • Extra-brut: de 0 a 6 g/l;
  • Brut: até 15 g/l;
  • Extra-seco: entre 12 e 20 g/l;
  • Seco, sec ou dry: entre 17 e 35 g/l;
  • Meio doce, meio seco ou demi-sec: entre 33 e 50 g/l;
  • Vinho suave ou doce: mais de 50 g/l.

Quanto à variedade da uva

O vinho é geralmente produzido a partir de uvas das variedades (ou castas) da espécie Vitis vinifera. Quando uma destas variedades de uvas é utilizada como uva predominante (geralmente definido por lei, no mínimo 75 a 85 %), o resultado é um vinho varietal (também dito monocasta). No entanto, os vinhos produzidos a partir de misturas de duas ou mais variedades de uvas, não são em nada inferiores aos vinhos varietais; alguns dos melhores e mais caros vinhos são produzidos a partir de misturas de variedades de uvas, todas colhidas no mesmo ano.
Pode também ser produzido vinho a partir dos frutos de videiras de outras espécies ou de videiras híbridas, criadas pelo cruzamento genético de duas espécies. Vitis labrusca, Vitis aestivalis, Vitis rupestris, Vitis rotundifolia e Vitis riparia são espécies nativas da América do Norte, cujas uvas são geralmente consumidas como fruta, ou na forma de sumo ou doce de uva, e por vezes transformadas em vinho.
Não se deve confundir o termo híbridas com a prática da enxertia. A maioria das vinhas do mundo encontram-se plantadas com Vitis vinífera enxertadas em bacelos de espécies norte-americanas. Esta prática é comum, uma vez que as espécies da América do Norte são resistentes à filoxera, um inseto parasita das raízes da videira que eventualmente causa a sua morte. A enxertia é feita em todos os países produtores de vinho, exceto o Chile e Argentina, ainda não expostos ao inseto.
A variedade das uvas, a orientação das encostas, a elevação e a topografia da vinha, o tipo e a química do solo, o clima e as condições sazonais sob as quais as uvas crescem, e ainda as culturas de leveduras locais, todos juntos formam o conceito de terroir. O número de combinações possíveis faz com que exista grande variedade entre os produtos vinícolas, a qual é ainda aumentada pelos processos de fermentação, acabamento e envelhecimento.
Porém, as diferenças de sabor não são desejáveis para os grandes produtores de vinho de mesa ou de outros vinhos mais baratos, nos quais a consistência é mais importante. Estes produtores tentaram minimizar as diferenças entre as uvas de várias proveniências utilizando tecnologias como a micro-oxigenação, filtração de taninos, a centrifugação, a micro e ultra-filtração, a osmose inversa, a evaporação, tratamentos térmicos, electrodiálise, a coluna de cone rotativo entre outras.

Os vinhos biodinâmicos

Ainda que seja relativamente recente, a produção dos vinhos segundo os princípios da agricultura biodinâmica propagados por Rudolf Steiner tem sido vista com certo preconceito pelos peritos da vinicultura.
Isso porque a agricultura biodinâmica é uma forma de produzir sem utilizar produtos químicos ou agrotóxicos e considerando aspectos naturais e astronômicos como, por exemplo, o plantio e colheita segundo as fases da lua. Ainda segundo esses princípios a revitalização da terra é feita através da infusão de chás naturais, chifre de boi com cristais de quartzo, esterco de diversos animais, preparo da terra com uso de força animal e não mecânica e outras práticas pouco ortodoxas.
No início, essa prática estava restrita a alguns poucos produtores e os especialistas não se preocuparam muito com ela. Porém, o crescimento das áreas cultivadas seguindo as regras da biodinâmica levou grandes produtores como Chapoutier (da região do Rhône),Coulée-de-Serrant (do Vale do Loire) e a Lalou Bize-Leroy, este último pertencente nada menos do que à Domaine de La Romanée-Conti, a considerar mais seriamente essa maneira de produzir vinhos. Especialmente porque notou-se uma sensível melhora na qualidade dos vinhos assim produzidos como, por exemplo, mais corpo e mais intensidade de aromas.

Vintage

Um vinho considerado vintage é feito com a totalidade ou maioria de uvas produzidas em determinado ano e rotulado dessa forma. Muitos países permitem que o vintage tenha uma pequena porção de uvas de outra safra. Variações nas características das uvas de ano para ano podem incluir profundas diferenças de sabor, cor, aromas, corpo e equilíbrio. Um bom vinho tinto pode melhorar muito suas características com o envelhecimento, desde que bem armazenado. Consequentemente, é comum que um apreciador ou mesmo o fabricante guarde algumas garrafas de seus melhores vinhos para consumo futuro.
Nos Estados Unidos, por exemplo, um vinho pode adquirir a denominação de vintage e rotulado com a região de produção (como o "Vale de Napa" na Califórnia) se ele tiver, pelo menos, 95% de seu volume produzido com uvas colhidas naquele ano. Os fatores climáticos podem ter um grande impacto nas características dos vinhos que podem se estender a diferentes safras do mesmo terroir. Eles podem variar dramaticamente em sabor, qualidade e equilíbrio.
 Os vinhos não-vintage podem ser produzidos a partir da mistura de mais de uma safra, num processo que visa a manter a confiança do mercado e manter uma certa qualidade mesmo em anos de safras ruins.

Chocolate Chantilly


Fonte: InterMagazine – Revista Profissional de Hotelaria e Restauração, 182, Setembro 2006

Da colaboração entre cientistas e chefes tem resultado a introdução na cozinha de novas técnicas, ingredientes e equipamentos. O “chocolate chantilly“ foi o ponto de partida no desenvolvimento conjunto de uma técnica inovadora que é hoje usada e muitas cozinhas.

A colaboração entre cientistas e chefes tem impulsionado tanto o desenvolvimento da ciência como o da cozinha. Nesta colaboração, em geral, os cientistas ocupam-se de aspectos técnicos e os chefes utilizam esse conhecimento para criar novos sabores e texturas.

Hervé This disse, numa entrevista à ViaMichelin Magazine, que a invenção de novas técnicas e pratos não sendo o seu principal objectivo é, porém, aquele que mais estimula a imaginação. Comparou a descoberta de novas técnicas por chefes de cozinha e investigadores de gastronomia molecular de forma sugestiva. Segundo ele, os primeiros têm muito mérito, são como que exploradores numa floresta virgem que, desbravando-a com uma faca de mato, chegam, por acaso, empiricamente, a uma clareira. Quanto aos investigadores, comparou-os a exploradores que, sobrevoando a selva de helicóptero, se podem dirigir directamente para uma clareira já detectada.

Um fruto da colaboração referida é o “Chocolate Chantilly”. Para o preparar o chocolate é emulsionado com água e convertido numa espuma. O resultado é um preparado leve, parecida com o chantilly, mas a saber apenas a chocolate, já que não são adicionados ovos, nem natas.


A ideia surgiu a H. This ao bater natas para fazer chantilly. As natas são uma emulsão de gordura em água que, ao ser batida, e devido à introdução de ar, produz uma espuma que é estabilizada pela gordura fria solidificada. H. This pensou em tentar obter espumas idênticas partindo de outras emulsões com proporções semelhantes. Tentou reproduzir o processo com chocolate. Para tal precisou de obter um sistema com características físicas e químicas análogas às das natas, ou seja uma emulsão de chocolate. Tendo este uma grande percentagem de gordura (manteiga de cacau) e emulsionantes naturais e adicionados (em geral lecitina), bastou adicionar água na proporção adequada. Bateu o preparado, à medida que este era arrefecido, e o resultado foi o previsto...


Quer experimentar? Junte, num tacho, 200 ml de água (ou outro líquido: sumo de fruta, chá...) e 225 a 250 g de um bom chocolate em pedaços. Leve ao lume, mexendo, até o chocolate derreter completamente e ficar bem misturado com a água. Nesta altura já tem a emulsão, falta só batê-la.

Ponha água e gelo numa tigela grande, ponha dentro dela outra tigela com a emulsão de chocolate e bata bem. Passados uns minutos vai parecer chantilly. Pare de bater um pouco antes de ter obtido a consistência desejada, pois a espuma ainda vai ficar um pouco mais espessa. Se for demasiado batida, torna-se granulosa. Mas não se preocupe; ponha-a de novo no tacho, leve ao lume e recomece.

A aplicação desta nova técnica estendeu-se a outros produtos originando, por exemplo, o “Roquefort Chantilly”, o “Foie-gras Chantilly” e a ”Manteiga Chantilly”. Os chefes de cozinha ficaram assim com uma nova ferramenta que podem usar na criação das suas obras de arte gastronómica.

Desvendando os Alimentos: Gelatina x Frutas


Você já ouviu alguém dizer que "não se consegue fazer gelatina com alguns frutos frescos, por causa da sua acidez"? 

Essa frase está parcialmente correta... mas o Cozinha Incomum vai te dar a dica para você fazer uma maravilhosa GELATINA DE FRUTAS: 


Primeiramente, é importante dizer que o problema não é a acidez da fruta (se você quiser fazer gelatina com limão, por exemplo, você consegue).
O que acontece é que alguns frutos têm umas enzimas que são como que umas tesouras que cortam as cadeias de proteínas que se formam quando a gelatina endurece, fazendo com que ela não tenha consistência. Para que isso não ocorra, o truque é cozinhar as frutas ligeiramente (o que já é o suficiente para desativar essas enzimas). 
Outra opção é usar gelatinas de origem vegetal, como o Agar, Gellano e Iota, que são formadas de polissacarideos e não de proteínas, e as frutas não vão afetar o endurecimento da sua gelatina.

Gostou da ideia? Veja uma maravilhosa receita de felatina de frutas:


O que você vai precisar?

700 g de frutas cortadas em cubos grandes ou formato desejado (morango, manga, uva, carambola, melão, framboesa, blueberry, mirtilo ou frutas de sua preferência)
4 envelopes de gelatina sem sabor hidratada em 1 xícara (chá) de água fria e dissolvida em banho-maria
3 xícara de suco de maçã (pode ser o de caixinha)
2 colheres de sopa de açúcar

Como fazer: 

Pique as frutas, coloque numa panela com água e deixe em fogo médio até levantar fervura.
Num refratário transparente e redondo (20 cm de diâmetro X 9 cm de altura) coloque frutas cortadas em cubos grandes ou formato desejado (morango, manga, uva, carambola, melão, framboesa, blueberry, mirtilo ou frutas de sua preferência). Reserve.

Numa tigela, coloque gelatina sem sabor hidratada e dissolvida em banho maria, o suco de maçã e o açúcar. Mexa bem e despeje a mistura de gelatina no refratário com as frutas. Leve para geladeira até ficar firme (+/- 4 horas ).

Para desenformar passe um pano umedecido e quente por todo refratário e com auxilio de uma espátula solte o ar e a gelatina sobre um prato de servir.

Se você quiser, pode preparar uma Coulis de Manga e Gengibre para acompanhar sua gelatina, veja como:

Ingredientes:

1 manga Haden descascada cortada em pedaços
1/2 xícara (chá) de água
3 pedaços de gengibre

Modo de preparo:

Num liquidificador bata 1 manga Haden descascada cortada em pedaços, 1/2 xícara (chá) de água, 3 pedaços de gengibre e 1 colher (sopa) de açúcar. Passe por uma peneira e sirva com a gelatina.

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